segunda-feira, 15 de outubro de 2012

vejam quanto vai custar os vereadores de SOROCABA


 Os eleitores de Sorocaba terão de arcar, por ano, com um custo de R$ 8,245 milhões para bancar parte de toda a infraestrutura disponibilizada para os 20 vereadores eleitos. O valor corresponde aos gastos que são financiados com o dinheiro público para a cobertura de despesas referentes aos salários dos vereadores e equipe de funcionários disponibilizados para os gabinetes, além de despesas gerais com cópias de documentos, materiais de escritório, postagem de correspondências, combustíveis e telefones celulares.
Por mês, cada um dos 19 vereadores tem um gasto médio aproximado de R$ 33,2 mil, totalizando ao ano a soma de cerca de R$ 400 mil. Para chegar a esse valor, foram computados o salário pago ao vereador (R$ 8.886), os seis assessores parlamentares que podem ser nomeados por ele ao salário de R$ 3.590 cada e também o chefe de gabinete, que tem remuneração mensal de R$ 4.488. Somado a isso, estão as despesas referentes a combustíveis, material de escritório, aluguel de máquina copiadora e postagem de correspondência, que constam da prestação de contas de cada vereador. No ano passado, o gasto total com essas despesas chegou a R$ 345.796, o que corresponde a um custo médio por vereador de R$ 17.289 ou R$ 1.440 por mês. Outra despesa fixa incluída é o referente à conta de até R$ 500 mensais do celular que cada parlamentar tem direito.
No caso do presidente da Câmara, o custo mensal chega a R$ 55 mil por mês e R$ 660,6 mil ao ano. O cálculo é resultado da soma do salário pago ao presidente de Legislativo (R$ 10.288), os seis assessores parlamentares (R$ 3.590 cada), os quatro assistentes (R$ 4.488) e ainda o secretário da Presidência (R$ 3.331), além dos demais gastos com celular e despesas do gabinete. Para a cobertura de todos os gastos do Poder Legislativo, a Prefeitura de Sorocaba reservou para o orçamento de 2013 o equivalente a R$ 37,4 milhões. Neste ano, foram repassados para a Câmara Municipal R$ 33,5 milhões, conforme previsto na dotação orçamentária.
Fiscalizar e cobrar
O especialista em Administração Pública Luiz Antonio Barbosa, considera importante que o cidadão tome conhecimento sobre o custo que envolve a manutenção de toda a infraestrutura de trabalho dos vereadores e que, indiretamente, é financiada pelo seu bolso, por meio dos impostos pagos. Ele diz esses gastos deveriam ser revertidos como um investimento da população para que os seus representantes realmente exercessem a função para a qual foram designados e, por isso, é fundamental que o cidadão, que o conduziu a esse cargo por meio de seu voto, também atuasse na fiscalização e acompanhamento dos trabalhos do Legislativo.
Barbosa cita que diante do alto custo de cada gabinete para o município é imprescindível que toda essa estrutura seja dirigida para o atendimento dos interesses da população, mas não como um espaço para protocolo de pedidos de favores pessoais, mas sim voltado ao bem comum na sociedade. Além de subsidiar a elaboração das leis municipais, o especialista afirma que os vereadores têm como principal função fiscalizar os gastos públicos. “Infelizmente não é isso o que vemos na maioria das vezes, mas sim a realização de articulações que visam dar apoio a esse ou aquele interesse político”, rebate. 
Ele alerta que cabe ao eleitor acompanhar o comportamento dos vereadores em relação às suas votações nos projetos para verificar quem atua em prol do interesse público. Barbosa reconhece que muitas pessoas se recusam a discutir ou falar sobre política, mas que esse tipo de atitude só prejudica a elas mesmas, pois envolve o dinheiro público, financiado pelo cidadão. “Somente a partir de um comportamento mais consciente, as pessoas poderão identificar aqueles que realmente trabalham e escolher, numa próxima eleição, quem merece permanecer no cargo.” ( e o povo que trate de se ligar, pois assim que tomam pose, já querem aumentar seus salários, no que já é muito.)

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