sexta-feira, 9 de novembro de 2012

PCC, poem SOROCABA em alerta e o povo como sempre só dorme




Nesta quarta-feira (7), policiais militares abordaram um entregador de 18 anos no Jardim dos Pássaros. Era 0h20, quando o jovem foi revistado e uma tatuagem característica da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) foi vista.

Sem nenhuma documentação, ele informou que morava em Osasco e que estava na cidade com um amigo para passar alguns dias. 

O jovem levou os PMs até a casa na qual estava. Foi então que Fagner Rodrigues de Oliveira, 33, viu a viatura e correu. Foram apreendidos vários relógios, celulares, cocaína, maconha e um revólver calibre 38 com  número raspado que estava com Fagner. Ele foi indiciado por porte ilegal de arma.

A presença da dupla, que não soube explicar o que veio fazer em Sorocaba, chamou a atenção da polícia. Ambos possuíam tatuagens que fazem apologia ao PCC.

Por esta razão, o BOM DIA convidou Gustavo Barata, doutor em processo penal, mestre em direito penal, professor da Uniso e ex-coordenador da especialização em segurança pública da universidade para falar  sobre a questão que envolve a segurança em Sorocaba.
BOM DIA- Como o senhor avalia a situação da segurança pública em Sorocaba?

Gustavo Barata-
 De um modo geral, a segurança pública da cidade está dentro da normalidade. Porém, pelo crescimento rápido do município, notamos por meio de estatísticas da própria Secretaria de Segurança Pública que os índices de criminalidade vêm aumentando ano após ano. Por exemplo, Sorocaba possui um índice de furto de veículos superior a São José dos Campos. Claro que isso não traz à sociedade a sensação de insegurança, mas mostra que os agentes de segurança devem estar em alerta para que a criminalidade, de um modo geral, não aumente.

A Secretaria de Segurança Pública só decidiu recentemente realizar reuniões e traçar estratégias no combate ao crime, com mais de 90 policiais militares mortos na capital paulista. Com isso, a imagem da secretaria ficou comprometida?
Com toda a certeza, pois a partir do momento em que o Estado demora a agir, o crime organizado se fortalece. O que surpreendeu nesses episódios foi o número razoável de militares assassinados em um curto espaço de tempo. A criminalidade cresce na inércia estatal.

É possível que as ações criminosas da Capital se estendam para cidades do interior, como Sorocaba?
Sim, é possível e por dois motivos: Sorocaba fica a menos de cem quilômetros de São Paulo e o sistema prisional da região conta com cerca de cinco mil presos do PCC (Primeiro Comando da Capital). 

Portanto, esses detentos recebem visitas aqui. E estamos próximos de mais uma época de saidinha temporária. Com isso, quase mil presos serão beneficiados. Por tudo isso, a possibilidade de tais ataques se alastrarem pelo interior  é grande. O Estado já está implantando ações para evitar que os detentos se organizem no sentido de ordenar práticas de má conduta.

Se os ataques chegarem a Sorocaba, acredita que as forças policiais estão preparadas?
Vamos imaginar que se esses mil presos saírem e decidirem praticar crimes simultaneamente, claro que não será possível impedi-los. Mas vejo que a estrutura da segurança pública da cidade está organizada, permitindo ações rápidas e efetivas de combate ao crime, se necessário. A cidade ainda não faz parte do Sinesp (Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública, Prisionais e sobre Drogas), que foi implantado em junho deste ano. Com ele, todas as informações de crimes são enviadas para uma base de dados do Governo Federal. Este sistema vem funcionando muito bem, mas não é obrigatório, ele depende da política do município. É fundamental essa reunião e compartilhamento de informações.

O fato de o Governo do Estado negar a existência do PCC contribuiu para o fortalecimento da facção?
Claro. Se você nega que algo existe, você não atua e, com isso, aquilo cresce ainda mais. Essa negativa fez com que a facção criminosa se tornasse algo imenso, sem o comando do Estado perceber.

Como o senhor avalia a atuação desta facção criminosa?
Vejo que é uma reunião de pessoas efetivamente organizadas para a 
prática de crimes. A situação atual mostra seu crescimento de forma estrutural, com estatuto e, até mesmo, fortes lideranças. A facção deve ser combatida para que não cresça mais e traga mais insegurança à população.

Em Sorocaba, 90% dos pontos de venda de drogas pertencem ao PCC. O comércio de entorpecentes é a principal fonte de renda da facção atualmente. Como é possível combater isso?
A palavra-chave é inteligência. A investigação é muito importante para identificar os reais causadores dessa conduta. Sem esse trabalho, as prisões serão esporádicas, de pequenos traficantes. O trabalho da Polícia Civil identifica os reais fornecedores e distribuidores das drogas, denominados ‘grandes traficantes’. Porém, o trabalho investigativo precisa ser completo, com escutas telefônicas e determinação de pontos de lavagem de dinheiro. Tudo isso acaba convergindo para o combate efetivo e prisões dos criminosos. Por isso, as forças policiais precisam trabalhar de forma integrada.
Combate constante
26 de julho de 2012O BOM DIA noticia detalhes do livro-caixa do PCC (Primeiro Comando da Capital), revelando que Sorocaba contribui ativamente com a receita 
da facção criminosa. Apenas em janeiro deste ano, os criminosos conseguiram arrecadar R$ 42,6 mil
27 de julho de 2012Como matéria de destaque,  jornal mostra a prisão de Reinaldo Souza Teixeira, 25 anos, o Reinaldão. Ele era o ‘rifeiro’ da facção, além de ser um grande distribuidor de entorpecentes
283homens do PCC envolvidos com o tráfico de drogas foram detidos na região de Sorocaba em janeiro deste ano. ( aqui perto da onde trabalho tem um posto policial, em 2006,, tivemos que ir pra casa mais cedo por causa de um possível ataque, ainda bem que não aconteçeu e foi apenas um dia que tivemos de fechar o comércio mais cedo.
esperamos que isso não venha se repetir de novo, mas como ninguém ta nem ai pra nada e gente que se aproveita do caos pra faturar né ?)

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