terça-feira, 2 de setembro de 2014

minicracolândia leva medo ao centro de SOROCABA





















As cenas de tráfico, consumo de crack e outros entorpecentes ilegais estão visíveis para quem chega a Sorocaba. Ficam expostas na frente da estação rodoviária, em uma praça mais de chão batido do que com grama, entre a avenida Juscelino kubitschek e a rua Capitão Manuel Januário, na região central da cidade. Os comerciantes reclamam das atividades ilegais que ocorrem livremente durante as 24 horas do dia, afastando a clientela dos seus estabelecimentos. Segundo eles, os delinquentes ainda roubam carros e fazem pequenos furtos. Os moradores estão revoltados. Há quem diga precisar dar explicações a traficantes para entrar na própria residência.

A Polícia Militar negou que haja em Sorocaba local específico que concentre dependentes para o consumo de drogas. A Prefeitura informou que mantém programas para atender os dependentes. Já a reportagem registrou o livre comércio, o consumo e a permanência dos dependentes durante as tardes da última quinta e sexta-feira.

"Eles xingam, quando chego perguntam o que quero, na porta da minha própria casa", descreve um comerciante que reside e mantém uma pousada no local, B.V.L., 49 anos.

Diz que o tráfico e consumo começou timidamente, mas há três anos só aumento. Dia desses inclusive, observou, uma das pessoas que passa as drogas portava uma pistola. Para tentar manter os hóspedes, afirma que vai buscá-los na rodoviária. "É o dia inteiro, mas a noite fica pior ainda", declara. A noite as brigas, consumo de drogas e prostituição aumentam na rua Capitão Manuel Januário, segundo explica.

O mesmo comerciante também administra alguns imóveis daquele quarteirão. Diz que habitualmente os aluga para funcionários de empresas que vem atuar em Sorocaba, mas em um desses imóveis o contrato de locação foi rescindido porque os trabalhadores não conseguiam dormir por causa do barulho. Essa mesma casa está sem alugar há dois meses. "Os interessados chegam, mas quando olham a situação já se desinteressam", declaram.

O advogado M.M., 47 anos, tem o escritório de frente para o tráfico. Diz que já chegou a ir conversar na 3ª Companhia da Polícia Militar em Sorocaba, mas a situação prossegue igual. Afirma que a polícia nem sempre aparece quando é acionada pelo telefone 190, porém, das vezes que atende ao chamado, em muitas delas não prendem ninguém.


Perambulando


"Escondem a maior parte das drogas nos pneus dos carros e se passam por usuários. Alguns dependentes ficam pedindo dinheiro para quem estaciona, como se estivessem olhando os carros, mas pegam o que arrecadam para comprar drogas", afirmou. Mas também disse que algumas operações chegam a prender traficantes no local, como uma realizada há cerca de dois anos que flagrou sete traficantes. Na tarde da sexta-feira a reportagem registrou imagens de uma mulher já sob efeito do entorpecente, que recebeu a ajuda de outro homem para levantar, dirigiu-se ao meio dos veículos parados nos semáforos da Juscelino kubitschek e na sequência voltou até o traficante e pegou mais droga. Todo esse movimento com apenas alguns passos e sem que qualquer policial os incomodasse.

Na quinta-feira, segundo disse o advogado, uma mulher, loira e de sobrepeso, vendia as porções de droga que escondia no sutiã. Um homem jovem parecia fazer parceria com ela. Na sexta-feira, moças e rapazes aparentando cerca de 20 anos e vestidos com roupas limpas e aparentemente com pouco uso também procuravam o tráfico no local, e após consumir o entorpecente, permaneciam perambulando entre os demais.


Perda de clientela


O proprietário de outra pousada, A.L.F., 57 anos, diz que nos últimos três anos perdeu 70% da clientela e que agora mente para os que interessam em se hospedar. "Eles chegam perguntando do pessoal da rua, como vão fazer. Eu acabo mentindo para não perder os últimos hóspedes, digo que mantenho seguranças e que não há riscos", afirma. Explica que antes a pousada era muito procurada por familiares e pacientes do Hospital Oftalmológico de Sorocaba que chegam de outras cidades e Estados.

M. mora naquela mesma rua há 59 anos e diz que os seus vizinhos se mudaram quase todos dali, principalmente nos últimos três anos, quando o tráfico passou a tomar conta da região. "De madrugada tem muita discussão, eles assaltam até as pessoas que chegam da rodoviária. E tem carros que param, pegam a droga e vão embora", declara.

O engenheiro civil Gabriel Chauar, 65 anos, diz que costuma visitar um amigo que tem escritório naquela rua, mas chegou a estacionar e na sequência ir embora ao ver pessoas consumindo crack. "É horrível, está insuportável", afirmou. Para ele, aquela praça deveria ser cercada e aberta apenas para atividades saudáveis da comunidade local. Outro comerciante observa que apesar de ser uma praça pública com problemas, a Guarda Civil Municipal, que tem a obrigação de zelar do patrimônio público, não permanece naquele local.

L.P.S., 30 anos e proprietário de uma das pousadas, disse que o segurança que trabalha para ele ficou sem o celular recentemente. Ele estava segurando e olhando para o aparelhou quando um dos viciados tirou rapidamente das mãos dele e correu. Diz que a PM foi acionada, mas não compareceu. "Disseram que não tinham viatura disponível", declarou L.P.S. "É uma vergonha para a cidade", reclamou mais um proprietário de pousada, F.R.R., 43 anos.

( vc quer policia aparecer ? senta porrada em vários deles, até em de menor, ai aparece todo mundo, direitos dos manos, bombeiros, tutelar etc, todo mundo até candidatos querendo se aproveitar.

não adianta bater cabeça, basta cria lugares fora da cidade onde possam usar sua dróga fornbecida pelo estado, fica a dica candidatos )

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