O maior acidente radioativo em área urbana do mundo com o césio 137, ocorrido em 13 de setembro de 1987, em Goiânia, completa 25 anos nesta quinta-feira com muitas feridas ainda abertas. Preconceito, omissão do Estado e dor são os principais relatos das vítimas, que perderam parentes, amigos e, muitas delas, a vontade de continuar vivendo. Odesson Ferreira diz que o acidente continua Cerca de 50 pessoas ainda convivem com as marcas físicas deixadas pela tragédia. Odesson Alves Ferreira, presidente da Associação das Vítimas do Césio, conta que todos são discriminados até hoje. “Para nós, o acidente continua acontecendo. Tem gente que tem a capacidade de perguntar se nós brilhamos à noite." Assim como ele, muitos dos atingidos deixaram de receber assistência médica integral e até medicamentos indicados. O diretor-geral do Centro de Assistência aos Radioacidentados (Cara), André Luiz de Souza, afirma que a unidade está bem estruturada, apesar de sofrer com deficit de r...
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