PRÉDIOS QUE CAÍRAM NO RJ, 1 ANO DEPOIS, E CORPOS EM LIXÃO.
É uma agonia não ter o direito de enterrar o corpo de alguém que você ama". A frase de Roberto Flaviano, marido de Ana Cristina Silveira, que morreu no desabamento de três prédios na avenida Treze de Maio, no centro do Rio de Janeiro, resume o sentimento das famílias de cinco vítimas cujos corpos nunca foram encontrados após a tragédia --que completa um ano nesta sexta-feira (25). Oficialmente, 17 pessoas morreram, duas tiveram a morte presumida decretada e outras três ainda são consideradas desaparecidas. Para Josélia Alves, mãe de Alessandra Alves Lima, cujo corpo foi localizado dois dias após o desabamento, o fato de os escombros terem sido levados para o extinto lixão de Gramacho, na Baixada Fluminense, "foi um assassinato". Tal opinião é comum a parentes de outras vítimas. Na ocasião, as buscas ainda não haviam sido encerradas. Ver em tamanho maior Desabamento de prédios no centro do Rio de Janeiro completa um ano ...